Thursday, January 8, 2015

A pergunta ta errada

Tem muita tragédia acontecendo no mundo, e uma das que não me sai da cabeça eh o Petrolão. É de uma violência sem tamanho destruir tanto valor de uma empresa e em conseqüência de todos os seus acionistas. E ainda pior, ver tanto dinheiro que deveria servir para financiar saúde, educação, moradia pra quem realmente precisa ser desviado para alimentar extravagancia de poucos. 

Privar pessoas de seus direitos básicos é assassinato. Lento, mas assassinato.

A pergunta do momento é se a Dilma e  o Lula sabiam do que estava acontecendo. Como se isso fosse definir se eles são bons ou maus. 

Na minha opinião isso não faz a menor diferença. Eu não sei se é pior o chefe do pais ser parte deste esquema megalomaníaco de corrupção, ou o chefe do pais não ter ideia do que esta acontecendo debaixo do seu nariz, numa das empresas mais importantes (talvez a mais importante) da nação, que emprega milhares de brasileiros e gera parte significativa da renda do pais. A participação do setor de petróleo e gas no PIB brasileiro é 13%, e imagino que a Petrobras gere uma grande parte disso.

Em qualquer empresa chinfrim onde um escândalo de proporções bem menores que essa acontecessem, o chefe seria demitido na hora. Por justa causa. Sem mais mais mais. 

Que fique claro que eu não sou ingênua de pensar que roubalheira é privilégio do PT. Mas dessa vez a coisa ficou escancarada demais.


Outro dia ouvi no radio que um governador nos EUA foi preso por aceitar US$140 mil em presentes de um fornecedor. Chorei de rir.

Thursday, November 6, 2014

Da série: maternidade

Uma vez uma amiga estava reclamando comigo sobre como as pessoas se intrometem na sua vida (e até te julgam) quando voce está com um bebê. Ela contou que o marido que tinha um emprego mais flexível sempre levava a criança no parquinho, e uma certa pessoa ficava fazendo comentários e dando indiretas pra saber onde estava a mãe. Um dia ele encheu o saco e disse que a mãe havia morrido no parto (o que era mentira!). A tal opinante nunca mais incomodou.

Na época achei a historia engraçada, mas levemente macabra. Até chegar esse final de semana quando senti na pele a primeira vez a sensação de alguém insinuando que voce não sabe tomar conta do seu filho…

Estava eu na pracinha com o Benjamin. Ele se esbaldando na areia entre baldinhos e pás. Uma sirigaita senta  em frente a ele, começa a observar e daqui a pouco fala, PRA ELE: bebê, tá ficando frio né? Indireta numero um pra mae que não agasalha o menino.

Daqui a pouco, ele tava todo serelepe brincando com um graveto, e novamente a sabe tudo vira PRA ELE e diz: bem pontudo e afiado esse graveto né bebê? Foi a segunda indireta pra mãe irresponsável que não vê o risco mortal de deixar um bebê que está na pracinha e na fase de pegar-tudo-que-ve-na-frente, brincar com um graveto. Graveto esse que por sinal só perde em nível de periculosidade pra uma arma mesmo.


Enfim, me senti julgada e irritada com aquela mulher. E claro que tive que esperar ela ir embora pra agasalhar o menino:)

Tuesday, October 28, 2014

Conselho bom a gente repassa....

Eu admiro muito os executivos do Google, e conselho dado por eles eu não dispenso.
Nessa época de pos-eleição, de divisão e a cima de tudo de decepção, mais com a reação de alguns amigos do que com o resultado das urnas, achei pertinente compartilhar  uma dica passada por um deles pra Companhia inteira, a respeito da tomada de decisão.
Ele recomenda que se argumente seu ponto de vista pra tentar convencer seus “opositores”. Mas uma vez a decisão tomada, abrace-a e faça de tudo para que ela seja um sucesso. A minha interpretação é que ele parte do principio que (1) os “opositores” são pessoas inteligentes então a decisão contrária não pode ser tao ruim assim. E (2) que após a decisão tomada, não tem nada construtivo em lutar contra ela, todos se beneficiam mais se estiverem juntos tentando fazer ela funcionar.
O resultado das eleições não foram o que eu desejava. Tava torcendo pelo Aecio, não porque eu achasse que ele é um santo, salvador da patria como alguns diziam, mas porque discordo de certas postura do PT, e seu esquema ja esta muito enraizado. A oposição iria desmantelar tudo e no mínimo levar um tempo pra reconstrui-lo, tempo esse que seria dado ao Brasil em forma de melhorias. Mas a gente querendo ou não, a Dilma e o PT vao governar o pais por pelo menos mais quatro anos. E apesar de eu ter mil reservas com relação as suas propostas e posturas, mais da metade do pais votou neles. 
Argumenta-se que quem votou na Dilma não sabe o que esta fazendo. Porém foram mais de 50 milhões de pessoas. Difícil acreditar que uma boa parte não são pessoas inteligentes, éticas e com intuitos bons para o pais. Algumas figuras publicas que declaram apoio ao PT e que são pessoas notoriamente inteligentes e bem intencionadas, assim como alguns amigos pessoais que admiro estão ai pra provar isso.

Portanto vou me inspirar no conselho dos executivo do Google e dar uma dica ao povo brasileiro: use suas energias para cobrar do PT as mudanças prometidas, apoiar os programas bons e pedir mudanças pros programas ruins. Para cobrar apuração das denuncias e punição dos culpados. Aproveite também para exercer cidadania e fazer a sua parte. Não jogue lixo na rua. Trate bem seus funcionários. Ajude a quem precise se voce tiver condições. E vamos em frente pra fazer um Brasil melhor. Ficar fazendo campanha terrorista e atacando o lado oposto como se fossem todos um bando de imbecis nao leva a nada...

Friday, October 10, 2014

Perfeição

Semana passada foi Yom Kippur, data que conclui o período de dez dias contados a partir o ano novo judaico. Tiramos esse tempo para refletir sobre o ano que passou e o que esta por começar. Eu normalmente dedico tempo pra pensar sobre como estou levando minha vida, o que estou aprendendo e como quero me portar dali em diante.
Esse ano os momentos de reflexão tiveram um tema claro e recorrente que me apareceram por acaso em textos, palestras e conversas recentes: o significado da perfeição.
Por muito tempo eu tinha o entendimento de que uma pessoa perfeita era aquela que não tinha defeitos.  Que uma viagem perfeita era aquela sem imprevistos. Que uma relação perfeita era aquela sem desentendimentos.
Minha experiência no  Yom Kippur desse ano relata bem o quanto todas essas pre-concepções são equivocadas.
Planejamos ir ao serviço num lugar que não conhecíamos porem tínhamos descoberto através de uma lista de email e parecia bem interessante. Chegamos lá logo após as 6pm, horário marcado para o começo do serviço, e para nosso espanto o shofar estava sendo tocado, o que sinaliza a conclusão da cerimonia. Meu coração afundou com a ideia de ter perdido a reza toda . E ficamos sem saber o que fazer, uma vez que o jejum que é praticado nessa ocasião só poderia ser quebrado dali há uma hora, junto com o por do sol.
Fomos em busca de uma outra sinagoga na área, e graças ao Google (tinha que mencionar!), achamos uma alternativa há duas quadras dali.
Essa época do ano é a mais concorrida nas sinagogas, que muitas vezes restringem a entrada a sócios. Resolvemos tentar mesmo assim. Chegamos num prédio antigo lindo onde entramos sem nenhum problema. O interior era luxuoso mas aconchegante. A reza foi no estilo da sinagoga que eu frequentava no Brasil, portanto muito familiar. Fomos bem recebidos e a noite foi simplesmente perfeita. E perfeita justamente por ter sido diferente do que havíamos programado. Por termos lidado com o imprevisto de uma forma positiva.
Outro exemplo sobre a perfeição da imperfeição: Lucas e eu remodelamos o quarto do Benjamin. Isso incluiu, entre outras coisas, pintar as paredes de um verde clarinho. Sempre que sento na cadeira de balanço com o bebe no colo e olho para as paredes, principalmente as partes que ficaram meio borradas, me lembro dos momentos que passamos ali nos preparando para a chegada do nosso filho e sonhando em como ele seria. Cada “imperfeição” na pintura me traz recordações lindas que fazem delas a parte mais perfeita de todo quarto.
Quanto já aprendemos com nossos maiores erros? Ou com nossas discussões? Ou com coisas que no momento consideramos ruins, e portanto fora do plano da perfeição, porem sem as quais não seriamos quem somos hoje.
Enfim, esse ano estou procurando ver a perfeição nas coisas como são e não viver em busca de uma perfeição imaginária e preconcebida.
Feliz ano novo! 

Saturday, August 16, 2014

Tá bom né, mundo?

Tava pensando em escrever um texto sobre o turbilhão de desgraças que vem ocorrendo, quando vi o post da minha amiga Maria no FB “tá bom né, mundo?”, em reação a morte trágica de Eduardo Campos. Achei perfeito pra resumir meu sentimento. Essa semana chorei todos os dias ao ler textos e ver videos sobre o que esta acontecendo no mundo.

A começar pelas guerras. Assisti um video do EIIL atirando a queima roupa em centenas de jovens no Iraque, como se essas pessoas não tivessem o direito de existir. Pessoas que são parte de uma família, uma comunidade e uma trajetória, que aos olhos do EIIL, não merece ser percorrida. Em um dos videos, alguém disse que pior do que morrer, é esperar pela morte. Sao centenas de pessoas vivendo na expectativa de serem abordadas pelos terroristas a qualquer momento. Crianças, mulheres, jovens, velhos. Todos no mesmo saco de infiéis, sendo eliminados sem dó nem piedade.

Na Africa, milhares de pessoas estão morrendo de Ebola, uma doença que não tem cura e é super contagiosa. Os infortunados que a contraem alem de não terem esperança de melhora, são separados de suas famílias e amigos para morrerem sozinhos. Como se não bastasse, tem espertinho por ai se aproveitando da  desgraça dos outros e prometendo uma cura milagrosa através da venda de remédios impostores pela internet. Vendendo esperança vazia pra quem já não tem nada.

Depois veio a noticia da morte do Robin Williams, que após alegrar a vida de tantos por anos, se matou por conta de uma depressão. Que ironia do destino e que perda pra quem fica. Pensar que um cara que era querido por tantos não sentiu que poderia recorrer a ninguém na hora do desespero e preferiu tirar a própria vida deixando o mundo órfão de seu talento e carinho.

E agora mais essa do Eduardo Campos. Muitos dizem que ele significava a reinvenção da política brasileira e uma esperança pro país. Política a parte, ele era pai de cinco, marido, filho, e ao que tudo indica uma pessoa boa e bem intencionada. Ai uma tragédia dessas acontece e fica tudo de cabeça pra baixo.


Tá bom né, mundo?

Thursday, May 29, 2014

Isso me faz chorar...

Sabe o líder do Boko Haram, aquele grupo de terroristas nigerianos que já matou mais de 10.000 pessoas nos últimos 10 anos e recentemente seqüestrou centenas de adolescente que, há essa altura, após terem sido estupradas múltiplas vezes, já devem ter sido vendidas e portanto destinadas a uma “vida” infernal para sempre? Sabe o líder do trafico de drogas do Rio, que manda matar uma pessoa com a mesma facilidade que eu ou voce decidimos que sabor de sorvete tomar? Sabe esses politicos do mensalão que roubam dinheiro que deveria servir para construir hospitais e escolas e, portanto a vida das pessoas, como se fosse a coisa mais normal do mundo, e depois colocam a cabeça no travesseiro revestido de algodão de 1000 fios na maior tranquilidade? Então, todos esses um dia foram bebezinhos. 

Ao me tornar mãe eu descobri que um bebe é a coisa mais pura e divina que existe. Eles nascem totalmente perfeitos, inocentes e vulneráveis, e assim como uma esponja nova vão absorvendo e reagindo a um pouquinho do mundo a cada dia. As primeiras mudanças são físicas. O bebe começa a mostrar irritações na pele, cólicas, alergias etc. É o primeiro impacto do mundo aqui de fora sob eles (pelo menos que nós percebemos, eles provavelmente já sentem algum impacto dentro da barriga através das experiências da mãe).

Depois eles vão começando a sacar a psicologia do mundo, a desenvolver métodos para conseguir o que querem e uma pessoinha com personalidade vai aparecendo. É um processo continuo e, quando menos se espera, já estão ai cuidando do próprio nariz e achando mico a mãe por perto fazendo dengo.

Mas enfim, o meu ponto aqui é que todos nós já fomos bebes, e nascemos assim puros e abertos pra absorver o que quer que seja que inicialmente nos é apresentado e que mais tarde, por algum motivo, venhamos a buscar. E daquelas bolinhas de amor indefesas se fazem pessoa de todos os tipos, índoles, ética, motivação.

Tanto o Gandhi quanto o Hitler um dia foram bebezinhos puros e esponjas limpinhas, sedentas para absorver o que estivesse ao alcance. E todos eles provavelmente tiveram uma mãe que os achavam a coisa mais linda e pura do mundo.

Então como os bebezinhos se transformam em adultos tão ruins? Como pode? O que há de errado com esse mundo que uma pureza tao deslumbrante se transforma em assassino, ladrão, traficante? Pensar nessa transformação me faz chorar.



Wednesday, January 1, 2014

Feliz Ano Novo

To devagar aqui no blog mas aproveito o ano novo pra escrever. 
2013 foi especial. Muita batalha e muita conquista. A maior alegria do mundo foi receber o Benjamin. Um sonho de anos se tornando realidade, mal dá pra acreditar. Pra completar, passamos os últimos dias do ano cercados da família que veio a Los Angeles conhecer o pequeno e trazer muito amor pro nosso lar. Tem sido incrível e não tenho como agradecer o carinho e apoio que estamos recebendo.
Porem foi também um ano difícil, com desafios e medos, alguns ainda por serem superados. 
O reveillon foi bem diferente dos últimos 35 anos. Eu que sempre fui festeira e fã dessa ocasião, esse ano tive uma experiência bem diferente. Nos reunimos na minha casa e decidimos comemorar a passagem do ano no horário de Miami que eqüivale a 9 da noite aqui. Na hora da virada eu estava só com o Benjamin, dando de mama.  Logo em seguida, Lucas veio com uma rosa e uma tacinha pra gente brindar. Depois que o baby ficou satisfeito e dormiu, fui abraçar o resto da família que estava aqui em casa. Foi um reveillon inesquecível. 
Passamos a meia-noite, horário de LA, dormindo. Nunca tinha feito isso antes, mas foi tudo de bom pra repor as energias e se preparar para mais um dia de dedicação ao nosso pequeno.
Desejo a todos um ano novo cheio de realizações, conquistas, paz, amor e a cima de tudo muita saúde. 

Beijos

Saturday, November 10, 2012

Comunicando


Hoje fui assistir Lincoln, o filme novo do Steven Spielberg.
Apesar de eu só ter entendido mais ou menos 65% do filme pois eles usam um inglês que não se fala mais, gostei muito. 
Foi um pouco triste ver como as conversas do meu dia a dia são chatas e banais em comparação com aquela época. Qualquer papinho ali parecia importantíssimo, serio, profundo, uma beleza.
Mas o  que eu não consegui parar de reparar foi como os meios de comunicação mudaram, muitos avanços tecnológicos. A velocidade da informação, que naquela época ia por telegrama em caso de urgência, mas que na maioria das vezes era feita por parte de uma mensageiro que ia realmente (e não virtualmente) entregar a mensagem, era outra.
Me lembrei de quando eu era adolescente, antes do Facebook e ate do celular, que se um menino quisesse falar comigo, ele tinha que ligar pro telefone fixo da minha casa e correr o risco de ter que falar com a minha mãe, imagine só! Depois veio o celular sem "bina" e o suspense de quem tava ligando. A tecnologia foi avançando e me lembro quando as mensagens do dia seguinte vinham por orkut e eu achava tão estranho e impessoal. Estranho hoje é alguém bater na porta sem avisar, telefonar sem antes mandar mensagem por Facebook. Um amigo disse outro dia que o telefone aproxima quem tá longe a afasta quem tá perto, muita verdade.

Wednesday, September 26, 2012

Perdão


Hoje é o dia do perdão na religião judaica. É o dia de ficar de jejum, de deixar de lado as tarefas do dia a dia, e de refletir sobre o ano que passou. Dia de pedir perdão por coisas que nos arrependemos de ter dito ou feito.
Claro que tive meus momentos de perder a cabeça e fazer algo de que não me orgulho. Tive momentos de raiva, momentos de falar da vida alheia, momentos de inveja. E por eles peço perdão para aqueles ao meu redor.
Mas se reflito sobre os anos que passaram, chego a conclusão que tenho mais a pedir perdão pra mim mesma. Perdão por me boicotar, perdão por coisas não ditas ou por coisas não feitas por falta de coragem ou de ânimo. Perdão por exigir demais de mim mesma e nem sempre confiar no meu taco. Perdão por plantar na minha cabeça cobranças que eu acho que vem de fora, mas que no fundo são criadas por mim mesma. Perdão por muitas vezes não conseguir desligar o cérebro pra ouvir o coração. 
E como é difícil a gente se perdoar...
Nesse ano que se inicia eu espero me dar uma trégua. Me cuidar e me amar mais do que nunca, e dessa forma ficar mais livre e aberta pra cuidar, amar e perdoar os outros também.
Um ano doce e de descobertas pra todos, com muito amor e carinho.
G'mar Chatima Tova.

Thursday, August 16, 2012

O vestido



Estava eu provande um vestido na loja. Precisava de ajuste então chamaram a costureira. Ela alfinetou daqui e de lá e me mostrou como ía ficar. Porém avisou que ficariam aparecendo pequenas rugas no tecido.
Eu que já estava na dúvida, dei uma prensa na mulher (que por sinal era brasileira) e perguntei: mas você acha que vai ficar bom mesmo? ou vai ficar feio? essas inseguranças da pessoa que não tem uma irmã por perto pra ir junto comprar vestido de festa...
Mas enfim, a bahiana me responde que ía ficar bom, mas que se eu já estava sendo negativa e achando o contrario, era melhor eu não comprar. Não comprei.
Tudo bem que eu se fosse ela não falava isso, pois ela perdeu o serviço e eu acho que ela realmente acreditava que ficaria lindo. Mas esse episódio me fez pensar no seguinte: o quanto o pensamento positivo influencia o sucesso na nossa vida e consequentemente a nossa felicidade.
Não vou nem entrar na parte zen que pensamento positivo atrai energias positivas, pois sei que os mais céticos juram de pé junto que isso não faz sentido. Mas nesse caso, por exemplo, se eu comprasse o vestido mas ficasse cismada que o conserto não ía dar certo, não haveria Valentino pra deixar o vestido perfeito. Então não teria jeito de eu ficar feliz.
Eu sou  ótima pra fazer uma escolha e depois ficar me questionando. Coisa que não leva ninguém a lugar nenhum mas é dureza de mudar. Lição pra mim... E quem sabe pra alguns de vocês.

Friday, August 10, 2012

As versões da verdade


As vezes (muitas vezes) a gente acha que as pessoas estão mal intencionadas. Ja aconteceu com você? Mas pensa comigo:  você, normalmente, esta mal intencionado? Eu sei que eu não to. E se eu te conheço e você é meu amigo, eu acho que você também não esta. E você tem os seus amigos e família, que tem seus amigos e família e por aí vai. Pensando nessa lógica, no geral as pessoas não estão mal intencionadas.
Porém, mesmo assim, nós discordamos, brigamos e nos decepcionamos com pessoas que assumimos que tem boas intenções. Ou seja, as pessoas fazem coisas por que acham certo fazer, mas como nós achamos o certo diferente, ficamos chateados. E só pra enfatizar o ponto, quem fez o que fez normalmente acredita que esta fazendo o certo,  mas o certo de um claramente nao é o certo do outro. Daí as diferenças.
Enfim, to dando essa volta toda pra contar o que aconteceu outro dia.
Eu tava dirigindo pro trabalho (é, mais uma das minhas historias no transito de LA). Eram duas filas de carro na rua, eu tava na da direita. A fila da esquerda estava parada e a minha movendo bem devagar. Foi aí que um carro da fila da esquerda se jogou na frente do meu. Ele não colocou seta, e conforme mencionei, a fila dele tava parada, então foi literalmente aquela cena do cara virar toda a roda pra direita, se desenfiar do espaço que ele estava ocupando pra se enfiar na minha frente. Ele me pegou de surpresa e só freiei quando vi que ía bater, não deu tempo de parar antes. Ficou aquela situação dos dois parados, ele quase aqui, eu quase lá. Aí pronto, começou o stress. O cara me olhou com uma cara que me embrulhou o estômago, e antes que eu pudesse entender o que estava acontecendo, ele começou a me mostrar o dedo e fazer todos os sinais mais nojentos. Acabei deixando ele entrar na minha frente, e a orquestra de palavrões e gestos durou a eternidade que levou pro sinal abrir.  Eu fiquei chocada e com medo. O cara tava tão revoltado que eu podia vê-lo saindo do carro pra vir tirar satisfação comigo ali no meio do transito. Ou pior, pra me agredir. 
Mas enfim, pela reação do motorista frenético ficou obvio que ela se sentiu injustiçado e que ele tinha certeza que eu tinha feito a pior coisa do mundo. Tudo bem que o cara também deve ser nervozinho e ter um temperamento daqueles, mas imagino que se vocês ouvissem a historia da boca dele, a versão seria bem diferente. Cada um com a sua verdade.

Tuesday, April 3, 2012

A Separation



Fui assistir o filme "A Separation". Conta a historia de uma família que mora no Iran. A mulher quer se mudar pra outro pais em busca de uma vida melhor. O marido quer ficar e cuidar de seu pai que tem Alzheimer. A filha adolescente esta no meio e dividida. O filme é longo e intenso. A historia vai ficando cada vez mais enrolada e eu como espectadora tava angustiada pra chegar no fim e ver como tudo ia acabar. Quem era bom e quem era o vilão.

Pois pra minha decepção e surpresa fiquei sem saber. Esse é um daqueles filmes que não tem fim. Que não mostra quem tá certo ou errado nem um final justo e feliz.  No desenrolar dos 120 minutos novos fatos iam sendo desvendados fazendo a história cada vez mais complicada e amarrada eu ía mudando de opinião sobre quem era a vítima e quem era o culpado.  O filme é uma trama complicada que envolve doença, amor, pobreza, religião, duvida, crianças. Essas coisa tão presentes no dia a dia de todos mas que nem por isso são banais.

O filme mostra como cada um tem sua verdade, e que por mais que ela seja a SUA verdade ela não é mais verdadeira que a verdade do outro. Que por mais que as pessoas não estejam mal intencionadas elas podem fazer mal as outras. Que a vida não é preta e branca mas muitos tons de cinza.  Uma lição de tolerância e aceitação. 

Monday, April 2, 2012

Ilusion


Tava "surfando a net" e achei esse video que me tocou, portanto resolvi postar por aqui.
Eu que já sou fã da Marisa Monte não custei muito pra achar linda essa gravação. Mas gostei mais ainda porque a musica fala de fé. As vezes é difícil acreditar num sonho e achar que vai dar tudo certo. Eu sou craque em querer controlar  o destino, planejar cada passo e duvidar que as coisas darão certo e que o que parece impossível pode acontecer.
Enjoy! 


Monday, March 5, 2012

A voz do corpo


Meu professor de Yoga sempre fala da importância de observar nosso corpo e aprender com ele. Coisa obvia porem que muitos de nos ignoramos no dia a dia.

Esse final de semana ele falou de algo especifico que achei muito interessante: a inteligência do nosso sistema digestivo. Ele processa tudo que a gente coloca pra dentro e filtra o conteúdo. Assimila o que tem valor e coloca o lixo pra fora. E quando coloca pra fora ponto final, não tem volta. As vezes demora um pouco, um dia inteiro de ressaca pra expelir o álcool ou algumas visitas ao banheiro pra se livrar daquela comida que não caiu bem, mas eventualmente expele tudo e aquele monte de coisa que faz mal sai de uma vez por todas.

Nosso corpo faz isso desde que nascemos. Naturalmente.  Mas nossa cabeça não é tão objetiva. Nossa cabeça tem uma dificuldade enorme de separar o joio do trigo. De agarrar o que nos faz bem, as relações que nos fazem bem, as atividades que nos fazem bem, os pensamentos que nos fazem bem, e de deixar pra traz tudo que ocupa lugar na mente e não traz nada de positivo. O rancor, o sentimento de culpa, a duvida sobre o passado, a falta de amor próprio. Eu mesma sou óptima de ficar martelando pensamentos que me embrulham o estômago e não levam a lugar nenhum, de ficar remoendo discussões ou preocupações, fatos do passado ou coisas que não tenho mais como mudar.

É certamente mais fácil falar do que fazer, mas nosso corpo é sábio então vamos ouvir a voz da experiencia!

Friday, February 17, 2012

O ocidente no oriente


Singapura é uma doideira e o máximo. O lugar mais Ocidental do Oriente. É cheio de regras e de organização. É uma coleção de andaimes e tratores semeando construção e crescimento da cidade/pais em aterros sobre o mar. Eu fiquei num hotel dentro de um dos prédios mais incríveis que já vi. Cinquenta e tantos andares divididos em três torres envidraçadas, unidas no topo por um navio gigante que transborda uma infinita piscina infinita. Difícil imaginar? Dou uma ajudinha com as fotos abaixo. 


Singapura tem também uma ilha da fantasia, conhecida como Santosa. So faltava o Tatu. Um lugar lindo, água cristalina com ilhotas que separam o banhista do turbilhão de navios cargueiros que entram e saem espalhando riqueza. Tudo organizadíssimo, diversas linha de onibus com acesso grátis a todos os cantos da ilha. Tem também um parque de diversões, shopping, cinema e tudo que uma ilha da fantasia tem direito. Ate um bondinho tipo pão de açúcar pra transportar as pessoas entre Santosa e Singapura.

O esporte nacional do pais é Compras. São centenas de shoppings, um atras do outro. Onde fica a escola? no shopping. E o medico? no shopping. E a academia de Yoga? Ue, no shopping. Reza a lenda que as pessoas vão as compras de manha, andam, andam, andam. Quando não aguentam mais, param para uma massagem no pé dentro mesmo do shopping e começam tudo de novo. Não é a toa que lá esta a maior Louis Vitton do mundo, na beira do Rio, toda envidraçada e imponente.




Apesar do consumismo desenfreado sustentado pela classe alta, Singapura também é refugio e fonte de esperança pra muitos imigrantes de países pobres das redondezas que deixam família e passado pra traz e se mudam pra ilha em busca de uma vida melhor. Trabalham por uma merreca com muito poucos direitos e agradecem cada dia pela oportunidade. É uma abundância de mão de obra barata que da margem a regras duras para os trabalhadores e o medo constante do desemprego e risco de deportação.  

Enfim, adorei o lugar, a mistura de culturas e o desenvolvimento. O toque adicional foi a companhia dos amigos queridos Pat, Ed, Pipi e Henrique no final de semana que me acolheram e mostraram um pouquinho do dia a dia singapuriano. Voltarei!




Wednesday, February 8, 2012

Maquina do tempo

É muito louco esse negocio de voar. Saí de casa no sábado meia-noite e, 15 horas depois, era segunda 7 da manha. Em Hong Kong.
Não só "gastei" 15h da minha vida sentada numa cadeira de avião, como o domingo não existiu, evaporou. Que sensação esquisita de ter pulado um dia, de não ter vivido. 
Juntando essa viajem no tempo com o filme que assisti no avião, deu uma sensação ruim. O filme chama "One Day" qeu eu ja tinha lido o livro e recomendo. A historia é de um casal que se conhece quando adolescentes e tem um dia incrível. Mas por acasos, coincidências e muita falta de comunicação acabam passando por encontros e desencontros. O filme mostra aquele mesmo dia daquele mesmo mês ano após ano. A vida da voltas ate que é tarde demais pra eles ficarem juntos. 
Que medo de perder tempo e de ser tarde demais pra qualquer coisa.
Ainda bem que em duas semanas eu volto no tempo de novo e ganho minhas horas de volta!

Saturday, January 28, 2012

Paciencia e disposição

Pela terceira vez vou escrever um post de ano novo. O tempo voa e já fazem mais de dois anos que venho confidenciando meus pensamentos a vocês. Obrigada por me ler.

Na virada pra 2010 eu resolvi que não ia resolver nada. Em 2011 eu fiz a listinha de resoluções: cumpri a metade. Esse ano resolvi tentar algo diferente. Fiquei pensando no que eu acho fundamental pra aproveitar ainda mais o que a vida tem de melhor e com 100% de mim e decidi que 2012 será o ano da PACIENCIA e da DISPOSIÇAO.

Achei obvio focar na paciencia quando comecei a realizar o quanto a falta dela me faz mal. A ficha caiu quando estava no Rio nessas férias de final de ano. Na única vez que sai dirigindo fui a Barra. Tava parada num sinal movimentadíssimo (pros cariocas, esquina da Bartolomeu Mitre antes de virar pra pegar o túnel). Quando finalmente o sinal abriu e era minha vez de acelerar, o taxi na minha frente começou a andar a 5Km por hora. Antes de tentar entender o que estava acontecendo o sangue subiu e meti a mão na buzina. Acabei conseguindo sair de traz do "idiota" que obviamente só estava fazendo aquilo pra me irritar. Passei o sinal e quando dei uma olhada pelo retrovisor vi o pobre do motorista saindo do carro e empurrando pra um canto. O cara tava na maior má fase, com o carro quebrado no meio daquele pandemonio, e eu preocupada em não perder o sinal. Moral da história: eu fiquei estressada e me sentindo mal por ter sentido raiva do cara. Tudo por conta da falta de paciencia. Pronto, deicidio, foco nela.

O ano de 2011, especialmente o final dele, foi meio devagar. No trabalho as coisas ficaram mornas por meses e eu entrei numa de ver televisão demais, dormir demais, ficar no facebook demais. E quanto mais eu fazia isso, menos eu tinha vontade de fazer outras coisas e a preguiça imperou. O saldo foi uma sensação de tempo perdido. Portanto resolvi que esse ano também vou focar na disposição. Importante ressaltar que continua comprometida a assistir minha novela:)

Thursday, December 22, 2011

Doação

Antes de mais nada acho que devo uma explicação aos meu poucos mais fieis leitores. Nos últimos meses estive sumida por falta de tempo (trabalho, viagens) e também porque fiquei totalmente viciada e não conseguia largar os livros do Stieg Larson (Girl with the Dragon Tatoo etc). Pra quem ainda não leu e gosta de ficção, highly recommend.

Hoje quero escrever sobre doação. Eu moro nos EUA e sei de todos os defeitos e estereótipos dos americanos e desse pais. Porem apesar da cultura capitalista e individualista, uma coisa que admiro muito é o costume de filantropia.

Eu primeiro me dei conta disso quando estava aplicando pro MBA e percebi que uma parte importante do processo de seleção era relativo a experiência do candidato com trabalho voluntário. Nos EUA qualquer adolescente já doou tempo pra alguma causa. Eu tinha uma experiência aqui e outra ali que deu pra garantir a minha vaga no curso, mas nada comparado com o pessoal da minha turma, que tinha trabalho voluntario como algo tão importante como aprender inglês ou matemática.

Durante o MBA, mesmo com a carga infinita de estudos, dedicação a procura de um novo emprego e, é claro, a farra de estar de volta as aulas, as pessoas arrumavam tempo pra trabalhar por uma causa. Tinham grupos dedicados a alinhar alunos com ONGs e dias em que a escola inteira ia pintar um centro comunitário, ajudar crianças com dever de casa e assim por diante.

Depois de dois anos o bichinho da caridade me mordeu, e escolhi passar dois meses das minhas férias fazendo trabalho voluntário em Samoa. Eu  e mais três amigos trabalhamos num projeto pra uma empresa de micro-financas, instituição que empresta dinheiro pra pessoas muito pobres poderem começar seu próprio negócio. Foi uma experiência incrível onde tive a oportunidade de conhecer pessoas e costumes que eu jamais imaginei. Acho que recebi tanto quanto ou mais do que dei.

O Google tem um política de gift match. Ou seja, a empresa dobra o valor das doações de seus funcionários para instituições sociais. Tem também o Google Serve day, quando todos os funcionários da empresa tiram um dia pra fazer trabalho social. Esse ano eu fui trabalhar numa cozinha que prepara 1500 refeições por dia pra pessoas carentes. 

Todo ano o vice-presidente de engenharia lidera um programa pra levantar fundos pra um banco de alimentos. Foram arrecadados mais de $300 mil. Pra aumentar a farra, ele junta um grupo de funcionários no Costco (mega supermercado), que abre mais cedo só pro evento. Cada um ganha um quantia pra gastar em alimentos não perecíveis que vão pra instituição. A brincadeira é conseguir gastar o máximo possível dentro do tempo determinado. É muito inspirador ver aquele mercado gigante tomado por funcionários do Google correndo de um lado pro outro pra encher  os carrinhos com alimentos pra doação.

Mas o motivo pelo qual resolvi escrever sobre isso agora foram acontecimentos das últimas semanas.
A mãe de um menino do meu time no Google faleceu de câncer. O pessoal do trabalho queria prestar uma homenagem e ficamos sabendo que em menos de um dia os amigos da falecida criaram um fundo em homenagem a ela. O dinheiro arrecadado vai pra biblioteca que ela trabalhava. Ela amava livros enato ao invés de mandar flores, nada melhor do que ajudar a perpetuar sua missão de disseminar a leitura.

O outro evento foi o casamento da irmã americana do Lucas. Normalmente os noivos distribuem algum brinde para os convidados durante o casamento. Ao invés, eles decidiram colocar três vasilhas numa mesa. Cada uma representava uma organização sem fins lucrativos que tem significado especial pra eles. Os convidados recebiam uma estrelinha e colocavam em uma das vasilhas. Os noivos se comprometeram a fazer um donativo para as instituições de acordo com o numero de estrelinhas ao invés de distribuir brindes.

Aqui nos EUA essas coisas são corriqueiras, fazem parte da educação e dia a dia de todos. As vezes eu penso que quando tiver filho não sei se vou querer que eles sejam educados aqui, numa cultura tão diferente da minha. Mas pelo menos esse aspecto quero muito que eles aprendam!

Tuesday, September 27, 2011

O começo de uma nova era

Dizem que passamos por cinco fases quando sofremos um trauma ou luto. Vou ter que concordar. Nos últimos anos tenho passado por essas fazes e agora acho que cheguei na reta final!

Fase 1) Negação: não pode ser verdade, eu não to vendo isso
Fase 2) Raiva: desaparece, some daqui
Faes 3) Negociação: e se eu ficar menos estressada será que as coisas mudam?
Fase 4) Depressão: esse problema não tem solução, só me resta lamentar
Fase 5) Aceitação: é acho não tem volta, melhor eu tomar providencias

E foi o que eu fiz. Após anos de relutância, semana passada reconheci que os fios brancos estão lá pra ficar e se reproduzir, e finalmente pintei o  cabelo. Caminho sem volta. Agora ou assumo a grisalhisse, ou vou visitar o salão todo mês.

A notícia boa é que não doeu e que quem ve nem repara que eu interferi com a natureza e joguei uma corzinha na peruca.

Confesso que considerando os acontecimentos da semana passada - casamento gay foi aprovado no exército americano substituíndo o don't ask don't tell, os líderes palestinos entraram com pedido de reconhecimento do seu Estado na Onu, a discussão da pena de morte nos EUA ficou em alta após a polemica execução de Troy Davis e a Claudia Leite pagou o maior mico no Rock in Rio - talvez seja exagero definir o começo da nova era com a minha ida ao salão. Mas que mexeu comigo, ah mexeu.

Wednesday, September 7, 2011

Tolerância zero

Hoje fiz uma barberagem no trânsito as sete da manhã. Me distrai e atravessei o sinal amarelo numa rua larga, então fiquei parada meio que em cima da faixa. Tudo bem, mandei mal. Mas acho que não justifica um motociclista se esguelar pra me xingar com com cara de ódio aquela hora da manhã. Meu erro nao tinha nem impactado ele, mas ele ficou nervoso do mesmo jeito. Parece até que eu fiz de propósito. E me deixou nervosa, estressada e com medo de errar de novo. Antes mesmo de propriamente começar o dia.

Gente, cade a compaixão? Cade a crença no outro, a crença que as pessoas não fazem as coisas por mal e que as vezes erram, e que tudo bem. 

As pessoas tem tolerância zero pro erro dos outros. Sempre tiveram. Desde pequenos somos ensinados a acertar tudo. Na escola, o melhor aluno é o que tem as respostas corretas. Quem se arrisca a fazer algo diferente e falha é compensado com um boletim cheio de notas vermelhas e uma bronca dos pais.

Teoricamente a maioria de nós concorda que errar é humano, que só não erra quem não tenta, e quem não tenta não vai a lugar nenhum. Se ninguém arriscar, a humanidade fica empacada. Para cada receita gostosa, tem que haver 10 incomíveis. Para cada Picasso, tem que haver 100 pintores de quinta, pra cada Einstein, tem que haver 1000 cientistas frustrados, pra cada Google, tem que haver 10000 start-ups que nao decolaram. Se Pedro Alvares Cabral não tivesse arriscado um novo caminho pras Indias e errado, jamais teria descoberto o Brasil, que hoje comemora sua independecia. Porém na prática tem um zumbido eterno no nosso ouvido dizendo que errar é errado.

Assisti uma palestra no Ted do Sir Ken Robinson. Ele fala sobre a educação e como a estrutura atual do sistema limita a criatividade e de certa forma nos deseduca. Nos nascemos livres e adeptos das tentativas, mas somos castrados e deseducados a achar que errar é ruim, e passamos a limitar nós mesmos e aqueles ao nosso redor. Recomendo o video a todos, segue link abaixo. E viva o erro!